Empoderamento

O que pode um corpo que dança?

Se tem um resultado de felicidade em nosso trabalho, esse resultado é alcançar corações que estão buscando uma mudança em suas vidas! Mais do isso é receber dessas pessoas, seus depoimentos mostrando que elas encontram na dança, uma forma de cuidar de si. Confira abaixo um dos depoimentos que nos deixa muiiiito inspiradas!

Enquanto praticante de Yoga, de dança e frequentadora (quase) mensal de terapias holísticas, vivo processos constantes de (re)descobertas e quebras de imagens engessadas sobre quem sou e/ou quem deveria ser. 

2019 foi o ano que ingressei na dança de forma mais assídua. Dançar sempre foi um desejo adormecido e, esse ano, a dança se revelou um desejo urgente que precisava ser externalizado. Eu já imaginava diversos benefícios, como a possibilidade de expressar melhor alguns de meus sentimentos. Mas eu não imaginava os impactos que a dança poderia trazer no âmbito da sexualidade na minha vida e, até mesmo, no impulsionamento da minha energia vital em momentos que pensei a chegar muito próxima do que pode vir a ser uma depressão. Ou seja, em diversos momentos, a dança “salvou” o meu dia. 

Existe algo de muito potente na dança com relação a explorar diferentes modos de posicionar o corpo no mundo. De repente novos movimentos são descobertos, novas posturas são encontradas e uma confiança nova começa a ser elaborada. Confiança essa que me fortalece enquanto mulher e que me ajuda a compreender que existe sim algo de muito potente na forma como podemos nos colocar no mundo. 

Quando falo em confiança, penso em como isso reflete na minha sexualidade. Não de uma forma física e corporal, mas de uma forma que me ajuda a compreender o que é e o que não é meu desejo. A compreender o que, e quem, me cabe e, principalmente, o que não me cabe. É com base nessa confiança que trabalho minha vitalidade e meu desejo de seguir em frente. Através da dança eu descobri uma “fórmula mágica”: a do arrastar os móveis e se deixar guiar pelos ritmos da música até liberar as angústias presas num corpo que se vê constantemente disciplinado. Dançar é soltar e desafiar. 

Seria possível falar muito, muito mais sobre todos esses processos de descobertas e sobre como nossas identidades não estão fechadas em alguma caixinha escondida prestes a ser descoberta para ser vivida. Nós podemos e somos agentes de nossas ações e nossas práticas também nos fazem ser quem somos. Por isso, se existe algo final que posso dizer é: permita-se com sinceridade. Não é para ninguém, é pra você e inteiramente para você. O mergulho é sempre transformador.

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